Hospital de Câncer lidera campanha nacional por linha aérea em Barretos

Voos comerciais devem facilitar o transporte de pacientes e atrair novos investidores para o município

CAMPANHA: Médico Luiz Fernando Lopes, do HC Infantojuvenil, e o diretor Henrique Prata no aeroporto de Barretos .Tininho Júnior

Se fosse para definir a importância de uma linha aérea para Barretos em uma palavra, seria humanização. A afirmação é do diretor do Hospital de Câncer, Henrique Prata, que classifica como desumano a falta de um voo regular que possa atender às necessidades dos pacientes em tratamento e seus familiares.

“Até hoje acho que tem sido um procedimento desumano com os pacientes que têm essa doença e que vêm de lugares como Roraima, Amazonas e tantas outras localidades do norte ou do nordeste do país, que viajam tantas horas de avião e têm que descer em Ribeirão ou Rio Preto e ainda pegar um táxi ou um ônibus para vir até Barretos”, argumenta.

Para mudar a situação de parte dos quatro mil pacientes atendidos por dia no Hospital de Câncer, foi lançada a campanha “Voo Contra o Câncer”, que rapidamente ganhou destaque nos meios de comunicação. A campanha, criada pela agência WMcCann reivindicou a implantação de linha aérea comercial no aeroporto de Barretos para facilitar o acesso ao hospital.

O Voo Contra o Câncer engajou o público na causa para mobilizar as companhias aéreas. No site www.voocontraocancer.com.br e no aplicativo na Fan Page do hospital (https://www.facebook.com/hcancerbarretos) as pessoas podem escolher um assento numa das poltronas do avião.

Desde o lançamento da campanha, mais de 250 mil pessoas reservaram um assento no avião virtual. A iniciativa, que foi lançada em 2013, teve o objetivo de atrair o interesse de companhias aéreas para operar no aeroporto de Barretos.

“Acho que o valor principal de tudo isso é trazermos esses pacientes até o hospital com a mesma dignidade que qualquer pessoa que tivesse dinheiro e chegasse aqui em um avião particular. O hospital oferece uma medicina idêntica à medicina privada, mas faltava essa chegada do paciente com esse valor de humanização que é oferecido no hospital. Agora ficará um centro completo”, ressalta Henrique Prata.

Ele cita ainda o fato do hospital receber dezenas de médicos estrangeiros todos os meses para as capacitações que são realizadas no Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica (IRCAD). “Chegam por mês de 30 a 40 médicos do exterior para Barretos para treinarem e se capacitarem aqui. E esses profissionais também descem em Rio Preto ou Ribeirão. Chegam reclamando, achando difícil a logística e então se hospital tem um caráter internacional, estava faltando o aeroporto. Chegou agora a chave principal da integração de tudo o que precisava ter aqui”, conclui.

INFANTIL
O diretor do HC Infantojuvenil, dr. Luiz Fernando Lopes, afirma que uma linha aérea em Barretos mudaria completamente a vida das crianças em tratamento. “A linha aérea vai trazer um ganho para essas crianças e suas famílias que não tem preço. Recebemos um número muito grande de crianças no estágio avançado da doença e com atraso de diagnóstico. Alguns tipos de câncer infantil deixam as crianças muito debilitadas. Depois de viajarem longas distâncias de avião, essas crianças muita vezes não têm condições físicas para suportar mais uma ou duas horas de viagem até Barretos. Uma linha aérea aqui trará essas crianças praticamente na porta do hospital”, explica o médico, que ressalta também uma lei nacional que obriga o governo a custear o transporte para tratamento de saúde.

“Além das crianças que vêm para o tratamento, há os casos em que, depois de curadas, elas têm que vir de tempos em tempos para fazer os exames. E existe uma lei nacional que fala do custeio de tratamento médico fora do domicílio. O próprio governo paga o transporte aéreo com acompanhante para as crianças virem até aqui. Então, são várias etapas da doença em que a linha aérea em Barretos traria para a humanização que o hospital já prega no tratamento dos pacientes”, completa.

MUNICIPALIZAÇÃO
A possibilidade de Barretos receber voo comercial começou com a municipalização do aeroporto, em convênio entre o Estado e a prefeitura, que passou a responder pela manutenção e operação perante os órgãos da Aeronáutica.

Até então, a administração era do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP), desde 1981. Após sete meses da municipalização, no dia 10 de julho de 2013,já na gestão do prefeito Guilherme Ávila, o município assumiu o aeroporto Chafei Amsei. O prefeito considera que uma linha aérea contribuirá para o desenvolvimento das empresas que investem na cidade e impulsionará o turismo.

“Significa mais desenvolvimento econômico para Barretos, para empresas que aqui investem e que terão a distância e o tempo encurtados para resolverem suas demandas em São Paulo e outras cidades. Além de ser fator importante para impulsionar o turismo na cidade e região. Todos ganham”, defende.

 

Extraído do Jornal O Diário


Postado em 26/03/2014
Por: A Redação
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